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PROSPER: Inovador contra o oídio da videira.
Prosper é um fungicida sistémico para o controle do oídio da videira, caracterizado pelo seu efeito rápido e prolongado na planta, graças às suas propriedades preventivas, curativas e erradicantes.
Prosper é um inovador fungicida contra o oídio da videira, uma das principais doenças da cultura em Portugal, causado pelo fungo Uncinula necator (Schw.) Burr.. A sua substância activa, a espiroxamina, é resultante da pesquisa da Bayer CS (Monheim-Alemanha) e pertence à família química, das espiroquetalaminas.
Fungicida foliar, sistémico, com propriedades preventivas e curativas. Actua como inibidor da biossíntese do ergosterol, mas tem um modo de acção específico e distinto do dos triazóis. Este único modo de acção, torna-o uma verdadeira alternativa em programas de tratamento contra o oídio. Não apresenta resistências cruzadas com os outros fungicidas anti-oídios existentes.
Prosper é bem tolerado por todas as castas de videira e não tem acção negativa nos processos de vinificação. Tem tolerância de importação nos Estados Unidos da América. As suas favoráveis características toxicológicas e ecotoxicológicas permitem-lhe ser recomendado em programas de Protecção Integrada.
Características Físico-Químicas
Nome comum: espiroxamina
Família química: espiroquetalamina
Composição : 500 g/l de espiroxamina
Formulação : Concentrado para emulsão (cpe)
Concentração (dose) : 60 ml/hl ( 0,6 l/ha)
Intervalo de Segurança : 14 dias em uva de mesa e 35 dias em uva para vinificação.
Acção no fungo - biológica e bioquímica
Prosper é um fungicida com características preventivas e curativas. Como preventivo, embora não actuando sobre a germinação dos conídios, inibe o desenvolvimento do tubo germinativo e bloqueia a formação dos apressórios necessários à penetração do fungo na planta. Como curativo, se aplicado 1 a 2 dias após a infecção actua ao nível dos haustórios provocando-lhes malformações e a destruição do micélio e dos conidióforos já formados.
Prosper actua como inibidor da biosíntese do ergosterol. Porém, os estudos específicos sobre o seu modo de acção revelaram que este é mais próximo das morfolinas e piperidinas que actuam ao nível de ∆14 -Reductase do que dos inibidores da biosíntese do ergosterol (IBE) que actuam ao nível desmetilação do Carbono 14. No entanto, estudos mais pormenorizados, conduzidos noutras espécies de fungos, revelaram que os quatro isómeros activos da espiroxamina actuam igualmente noutros locais da biosíntese dos esteróis: ∆8→∆7 – isomerase, escaleno-epoxidase e escaleno-ciclase.
Actuação na planta – penetração e sistemia
Os estudos de penetração e de sistemia foram realizados com o auxílio da técnica de marcação da substância activa no Carbono 14. Prosper penetra muito rapidamente nos tecidos vegetais. Cerca de 10 minutos após uma aplicação tópica ao nível da folha, 11% da substância activa passa para o interior do mesófilo. Após 3 horas a quase totalidade da espiroxamina penetrou no interior do tecido foliar. Ao fim de 6 horas, toda a substância activa foi transportada por via sistémica para os ápices vegetativos. Tal estudo revelou as propriedades sistémicas da espiroxamina. A repartição da substância activa nos tecidos vegetais é regular, não provocando acumulação nas extremidades das folhas e, consequentemente, fitotoxicidade.
Informação sobre a resistência
KUCK (1997), com base nos estudos sobre o potencial de desenvolvimento de resistências do oídio dos cereais concluiu que a espiroxamina não tem resistência cruzada com o grupo dos triazóis mas que é de esperar uma resistência cruzada positiva com fungicidas do grupo das piperidinas e das morfolinas.
Para o caso do oídio da videira, a família das morfolinas e piperidinas não está referenciada nesta cultura. A espiroxamina é a primeira substância activa com este modo de acção e registada em videira, não sendo de prever riscos de resistência cruzada com as restantes substâncias activas, actualmente referenciadas na cultura, e pertencentes a outras famílias químicas (enxofre, dinocape, triazóis, quinolina e estrobilurinas).
Prosper não deverá ser utilizado mais do que 3 vezes por campanha a intervalos regulares de 10 a 12 dias, entre o estado de botões florais separados e o de fecho do cacho. Devem alternar-se as suas aplicações com fungicidas de modo de acção diferentes, reduzindo assim um eventual risco de aparecimento de resistências, (FRAC, 1999).
Organismos Auxiliares
Dos estudos relativos aos efeitos secundários do Prosper sobre organismos auxiliares, é possível concluir que este fungicida não apresenta efeitos adversos sobre ácaros fitoseídeos (Typhlodromus pyri), coccinelídeos (Coccinella septempunctata) e crisopídeos (Chrysopa carnea) em videira. Tais estudos foram submetidos à DGADR (ex-DGPC, Direcção Geral de Protecção das Culturas) a fim da sua inclusão nas Listas Oficiais de Protecção Integrada da Videira, como aconteceu.
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